adidas UltraBoost „Made to be Remade“ – Informações de lançamento

Marcus Wessel · 20.04.2021 · Atualizado a 20.04.2021 · news

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A adidas continua a levar a sério os seus esforços para se tornar mais sustentável e mais verde. Uma peça importante é o programa adidas Loop, apresentado pela primeira vez há dois anos como projeto-piloto. Agora chega efetivamente ao comércio, com o UltraBoost „Made to be Remade“, a primeira sapatilha desta série. Como o próprio nome revela, a sapatilha de corrida deverá, no fim da sua „vida“, ser totalmente reciclada e transformada num novo par. Poderia assim nascer um ciclo que, no melhor dos casos, nunca termina.

Dois anos de testes na comunidade

Tudo começou em abril de 2019. Na altura, a adidas convidou 200 dos chamados „Creators“ – digamos, beta testers – de todo o mundo para um primeiro teste da sua sapatilha de corrida UltraBoost DNA Loop. Deveriam usá-la durante algum tempo, correr com ela e devolver o par no fim à adidas, com o respetivo feedback. Até aí nada de extraordinário. Verdadeiramente interessante foi então a segunda fase de testes. É que os mesmos 200 Creators receberam um par completamente novo, fabricado a partir do material reciclado do seu primeiro par. No outono de 2020 seguiu-se mais uma ronda de testes com bastantes mais utilizadores, que se puderam inscrever previamente através de um raffle do „Creator Club“. Já nessa altura a adidas falava em querer lançar, juntamente com a sua comunidade, não apenas uma nova sapatilha de corrida mas um novo movimento. O objetivo era desenvolver um runner de alta performance que, teoricamente, pudesse ser sempre de novo recomposto a partir dos seus próprios materiais.

Um ciclo eterno

„Made to be Remade“ é o nome que a adidas dá a este princípio pioneiro, que poderia efetivamente ser uma resposta ao nosso consumo de recursos e a problemas como o lixo plástico dificilmente degradável. A ideia de uma economia circular não é, reconheça-se, nova, mas formulada de forma tão consequente como a adidas o faz aqui poderia, pelo menos no negócio das sapatilhas, pôr algo em movimento. No melhor dos casos, chegar-se-ia já muito perto da ideia de „Zero Waste“.

Para alcançar este objetivo e permitir a uma sapatilha uma segunda, uma terceira ou teoricamente até uma „vida“ infinita, é preciso também tecnologia inovadora. Para isso, a adidas teve de desenvolver etapas de produção que dispensam totalmente a cola. A isso acresce que as matérias-primas tinham mesmo de ser reaproveitáveis sem perdas de qualidade. Concretamente, foi utilizado um plástico TPU 100% reciclável. Processado como uma espécie de fio, é depois unido sem cola à entressola Boost. „Clean-fused“ é como a adidas chama a este processo.

Nenhum UltraBoost como os outros

Todos os membros do adidas Creators Club poderão em breve convencer-se da qualidade do novo runner. Já esta semana o UltraBoost „Made to be Remade“ deverá aparecer ali (acesso através da app da adidas). O colorway muito neutro também não é por acaso, mas igualmente uma consequência do processo de produção, que dispensa por completo os corantes. Inicialmente estava até pensado equipar cada par vendido com um QR code próprio na lingueta. O comprador poderia assim acompanhar o que acontece à sua sapatilha depois de a ter devolvido à adidas. Teoricamente seria então até possível mandar fazer um par novo a partir do seu par antigo.

  • Stylecode: FV7827
  • Preço: 180 euros
  • Data de lançamento: 22/4/2021 (adidas Creators Club)

Credits: adidas

Marcus Wessel

Marcus Wessel

Marcus Wessel vive e trabalha como redator freelancer em Colônia. Ele faz parte da cena sneaker há mais de 20 anos. Desde 2012 ele mantém o blog Sneakerzimmer, que trata dos temas tênis e viagens. Ele acumulou experiência jornalística em diversos veículos impressos e online. Sua paixão por sneakers remonta aos anos 90 e a modelos como o Nike Air Max 1 e, mais tarde, o Asics Gel-Lyte III. Sua cidade favorita é Nova York e seu hobby preferido é o cinema.