Uma palavra com: @themoldernway – 2018 chegou!

Amadeus Thüner · 24.01.2018 · Atualizado a 12.04.2020 · interviews

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2017 call it quits e – inevitavelmente – está agora outro ano nos nossos telemóveis e nas folhas do calendário. Mas para prestar o devido respeito ao ano que passou e ao mesmo tempo lançar um olhar sobre o ainda fresco 18, encontrámo-nos para uma pequena cavaqueira com alguns dos teus sneakerheads e instagramers preferidos. O que foi bom no ano passado, o que vai ficar ainda melhor em 2018? You read and we’ll see…

Sascha, conta lá, qual foi o lançamento de sneakers mais importante de 2017 para ti e porquê?
A pergunta mais difícil primeiro, está bem. 2017 foi tão cheio de lançamentos e collabos com festas e eventos de lançamento como poucos outros anos. Pessoalmente fiquei muito contente por o Air Max 97 e o Air Force 1 terem voltado a aparecer a sério no mapa. E também o Virgil fez, em conjunto com a Nike, um trabalho extremamente bom – o conceito e os resultados finais podem sem dúvida ser mostrados! Não consigo mesmo decidir-me, mas um dos meus favoritos de 2017, para lá do hype, foi o Reebok X Footpatrol Workout Plus Lo „Blackbuck“. Esse deixei escapar no lançamento e fiquei muito chateado. Felizmente está a caminho de minha casa. Estou muito impressionado com a Footpatrol e com todos os seus projetos, no Reebok há simplesmente muita coisa certa! Um sapato clássico a preto e branco com muito amor ao detalhe!

Quem ou o que é que, do teu ponto de vista, arrasou mesmo em 2017?
Na verdade posso dar dois nomes: por um lado o Virgil Abloh em conjunto com a Nike. O Virigl criou um conceito incrivelmente bom e reinterpretou de forma extremamente boa dez modelos icónicos. Não só os sapatos, mas também os Off Campus Events (onde infelizmente não estive) foram artisticamente muito bem concretizados. Por outro lado, o Ronnie Fieg continua simplesmente a marcar o caminho. E não estou a falar dos seus sapatos, mas sim dos muitos conceitos fantásticos que ele concretizou em 2017. Ele põe à mesa marcas que antes nem de longe teriam pensado em caminhos comuns. O destaque pessoal aí foi a coleção Kith X Coca Cola no verão. A coleção, os lookbooks, os vídeos, o conceito, aí só se pode tirar o chapéu. Para mim extremamente genial! Parecia não haver aquele hype brutal à volta do Ronnie Fieg e da Kith em 2017 e, ainda assim, o output dele foi mais do que forte!

Qual é o lançamento de 2018 que mais te entusiasma até agora?
Vamos ver o que 2018 vai trazer. Para já estou muito curioso com o que a Nike vai fazer do regresso do Air Max 98 e com as colaborações que vamos poder ver nessa silhueta. De resto, estou muito curioso com o que as marcas têm na prancheta e com o que vão voltar a desenterrar dos arquivos.

E a cena? Como é que ela se vai desenvolver este ano, na tua opinião?
Acho que o comboio do hype também vai atravessar em 2018 as nossas carteiras e os nossos canais de redes sociais a toda a velocidade. 2017 mostrou que ainda funciona e que as pessoas alinharam em praticamente todos os hypes. E se já não forem a Yeezy e a Supreme, será outra coisa qualquer a entusiasmar as pessoas. O flexing no Instagram já me parecia mau em 2017 e, com a passagem de ano, também não mudou grande coisa. Gostava de ver menos OffWhite combinado com Calabasas, Yeezy, Gucci e Dsquared em formato 5:4… Achei as feiras de sneakers de 2017 muito descontraídas, para mim pessoalmente foram mais como um encontro de antigos colegas. Acho que no ano passado não comprei nada em nenhuma feira. Penso que o fator entretenimento vai ganhar mais valor nesse tipo de feiras, porque as particularidades ou as surpresas em termos de sapatos ficam quase sempre por acontecer. Para ver um Air Max 1 Parra/Patta basta abrir o Instagram.

Qual é o teu objetivo pessoal para 2018?
Se 2018 for como o ano que passou, fico muito satisfeito. O destaque pessoal seria poder fazer uns trabalhos para uma ou duas das minhas marcas preferidas. De resto, fico contente se puder acelerar em 2018 com saúde e disposição.

Para terminar: preferes likes online ou highfives na vida real?
Claramente os highfives na vida real! O feedback pessoal continua a ter um valor muito maior do que um double-tap. O paradoxal nisto tudo é que, sem os likes online, eu nem sequer podia estar a fazer esta entrevista, por isso claro que também fico muito contente por haver pessoas no mundo online que consideram o meu trabalho bom e o exprimem com likes, seguidores e interações.

photos: themoldernway

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Amadeus Thüner

Amadeus trabalha em uma grande agência de PR e é apaixonado por tênis (sneakers) há muito tempo. Como redator freelancer, apresentador e autoproclamado “fuzzi da mídia”, ele também trabalha para diversas revistas ou plataformas, como a Tätowier Magazin, ou ainda para a Red Bull Music.