"2018? Futurecraft 4D!" - Qu0te no Sneaker-Recap 2018

Amadeus Thüner · 06.12.2018 · Atualizado a 30.04.2020 · interviews

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O ano de 2018 põe-se a milhas. Por isso falamos com pessoas da cena sobre aquilo que as marcou este ano. Next in line: o adidas Head berlinense e Overkill Dude Qu0te.

Qu0te – Sneaker-Recap 2018

Qu0te, as tuas top 5 sneakers deste ano são...?

Toda a gente que me conhece um bocadinho melhor sabe que para mim só existe uma marca e que essa, na esmagadora maioria dos casos, tem 3 riscas! Por isso o meu top 5 não é nenhuma surpresa, só com a escolha do vencedor é que tive um bocadinho de dificuldade.

Lugar 5: Berlin – Entre os colecionadores a série City é muito apreciada e eu também tenho alguns originais. Depois de no ano passado ter saído a Köln, este ano finalmente voltou a Berlin. Por razões de patriotismo local, e convencido pela qualidade deste retro 1:1, tinha simplesmente de ser!

Lugar 4: AM4 Overkill – A história da Speedfactory é extremamente interessante e já com o primeiro modelo Made for Germany fiquei rendido. O facto de a Overkill ter sido a primeira loja a ter a possibilidade de se eternizar nesta silhueta é ainda mais fixe e eu teria celebrado o sapato mesmo que não tivesse trabalhado para a Overkill. Para mim é o mais forte até agora, o design conquista-me completamente.

Lugar 3: ZX 4000 Consortium – Tenho de admitir que sempre tratei os ZX de 4 dígitos um pouco como enteados. Alguns retros, sobretudo colaborações, acabaram por me conquistar, mas chegar a retros e ainda por cima a alguns que fossem usáveis era uma coisa praticamente impossível. Ainda melhor que a equipa da adidas Consortium tenha na agenda o 30.º aniversário dos ZX de 4 dígitos, que se aproxima, e traga ao mercado esta versão retro extremamente bem conseguida.

Lugar 2: ZX 452 Spezial – Chegar ao original revela-se mais do que difícil, por isso estou mais do que contente por existirem conceitos como o Spezial do Gary Aspden, que tem a possibilidade de reeditar estilos antigos e de com eles contar a história da adidas. Os sapatos de running dos anos 80 são os meus favoritos absolutos e esta coisa é um estoiro.

Lugar 1: Futurecraft 4D – Quando vi uma imagem dele pela primeira vez, fiquei perdido. Claro, a maioria das pessoas pensa que eu sou o tipo dos sapatos vintage, o que também não está errado. Mas esta peça, a história por trás dela, o conforto - aí convenceu-me simplesmente tudo! E graças a Deus tenho um. Os números de produção ainda não são assim tão altos.

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"Não percebo como é que se pode celebrar tanto esta história da Off-White"

Que sapato te surpreendeu este ano e qual te desiludiu completamente?

Por muito fixe que seja o tema Futurecraft 3D/4D, aos poucos já se podiam procurar lançamentos mais alargados. É tudo muito bonito, em termos de marketing, em termos de resellers, etc. Espero que isso melhore um pouco no próximo ano, mesmo que para alguns perca então algum encanto. Mas comprar sapatos por 1.000 euros no resell também não é uma coisa que qualquer um possa pagar... Quem me desiludiu foi na verdade esta história do Virgil Abloh x Off-White. Não percebo bem porque é que se tem de celebrar tanto aquilo. Para mim já não se vê ali criatividade nenhuma. Todos os modelos têm a mesma assinatura, mas não há nada de novo. No fim, para mim aquilo parece tudo igual e a certa altura também a última palavra posta entre aspas está gasta.

Que boa história no âmbito deste cenário de sapatilhas e roupa te ocorre em relação a este ano? O que é que te aconteceu de emocionante, engraçado, invulgar?

O mais emocionante para mim foi na verdade que, depois de anos como parte da cena sneaker, transformei o meu hobby em profissão e tenho a possibilidade de contribuir com o meu conhecimento na Overkill. Já não penso assim tanto em toda esta coisa, tornei-me um pouco mais descontraído. Para vestir tenho na verdade que chegue. Claro que continuo a ter vontade de diversas coisas e também fico contente por ter relações que cheguem para na mesma conseguir diversas coisas com hype e, quando não consigo, então não consigo.

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"Os miúdos todos limitam-se a correr atrás das tendências"

E o que é que, para além da Off-White, te chateou à brava este ano?

A diversidade está a ir-se embora. Os miúdos todos hoje em dia já não desenvolvem o seu próprio estilo, limitam-se a correr atrás das tendências e não reparam que no fim ficam todos com o mesmo aspeto. Isto não é nada de novo, especificamente deste ano, mas mantém-se.

Com o que é que estás mais entusiasmado em 2019, Qu0te?

Estou curioso para ver o que o ano vai trazer. 2018 teve muitos altos e baixos, por isso 2019 só deveria ir para cima! Estamos com umas coisas em planeamento e, se conseguirmos concretizá-las como as imaginamos, então vai ser uma coisa bem grande. Portanto podem estar curiosos!

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"Adoro o mar"

E a passagem de ano? Sair mesmo à noite ou antes descontraído no círculo dos mais queridos?

Já passei demasiadas passagens de ano em Berlim para ainda achar aquilo fixe de alguma forma. Há quase dez anos que vou sempre para o mar, porque adoro o mar. Os meus amigos mais próximos vêm comigo e passamos um bom tempo. É certo que não adormeço antes da meia-noite, mas um bocadinho mais tarde, também já não sou dos mais novos. (ri-se) Em contrapartida a cabeça no dia seguinte não está tão pesada, o que é bom, porque depois a loucura recomeça outra vez do início.

photos: Qu0te / jvstakid

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Amadeus Thüner

Amadeus trabalha em uma grande agência de PR e é apaixonado por tênis (sneakers) há muito tempo. Como redator freelancer, apresentador e autoproclamado “fuzzi da mídia”, ele também trabalha para diversas revistas ou plataformas, como a Tätowier Magazin, ou ainda para a Red Bull Music.